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A importância do empreendedorismo feminino no Brasil


Embora a mulher possua Direitos Fundamentais Constitucionais como o da igualdade, da não discriminação e de proteção ao mercado de trabalho, na realidade ainda existe uma forte discriminação contra ela. E em relação ao empreendedorismo existem também essas dificuldades. Mesmo com essas dificuldades, o empreendedorismo feminino tem crescido no mundo inteiro, segundo Vitor Torres, do site Contabilizei.


Segundo esse mesmo autor, devido aos avanços dos direitos das mulheres, o empreendedorismo feminino ganhou bastante espaço. Para ele isso é ótimo para o mundo dos negócios, pois constitui uma quebra de paradigmas e uma renovação. Para ele o empreendedorismo feminino consiste nos negócios idealizados e comandados por uma ou mais mulheres e além disso, as iniciativas de liderança feminina, que inclui a atuação das mulheres em altos cargos dentro das empresas. O empreendedorismo feminino tem sido um importante instrumento de igualdade, emancipação e conquistas do mercado de trabalho. Embora existam avanços quanto aos seus direitos, muito ainda precisa ser feito.


Segundo as estatísticas apresentadas pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, o perfil da mulher empreendedora é o seguinte: 59% são casadas; 52% tem filhos; a a maioria das mulheres empreendem depois dos 30 anos; 69% tem graduação e pós graduação (contra 44% dos homens); o negócio é a principal renda para 38% das mulheres. A pesquisa também expõe que os motivos para as mulheres empreenderem são: flexibilidade de horário e tempo para a família (para os homens o motivo são renda extra e vocação natural). A pesquisa também indicou que mulheres empreendedoras têm menos tempo para os negócios, pois se dedicam mais à casa e aos filhos do que os homens (mulheres investem 24% de tempo a mais na dedicação com a família).


Outros dados importantes dessa pesquisa é que 50% dos negócios de mulheres tem faturamento mensal de até R$ 2500,00 reais (contra 30% dos homens); 60% dos negócios comandados por mulheres não têm funcionários e quando contratam preferem mulheres. 29% dos negócios tem como maioria mulheres; 29% só tem mulheres. O principal desafio das mulheres é conciliar trabalho com a família, já para o homem é o acesso aos recursos financeiros.


Dessa pesquisa foram tiradas as seguintes conclusões:


1- O empreendedorismo é uma ferramenta muito importante para a transformação profissional, econômica, social e pessoal na vida das mulheres.

2- O sucesso da mulher no empreendedorismo é a fonte de sustento de muitas famílias;

3- Mulheres se desdobram mais do que os homens entre as atividades do lar e o empreendedorismo;

4- Mulheres geram empregos para outras mulheres, gerando uma rede de crescimento, aprendizado e apoio.


De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as empresas que se preocupam com a igualdade de gênero possuem um crescimento de 5% a 20% nos lucros. De acordo com o site do Sebrae, as mulheres brasileiras empreendem devido a necessidade de ter outra fonte de renda ou para adquirir independência financeira. O empreendedorismo ajuda as mulheres a sustentar suas famílias e as emancipam, fazendo com que não dependam financeiramente de um homem. Segundo o site do Sebrae, com autonomia financeira, as mulheres não precisam se submeter a relacionamentos abusivos e nem sofrer violência doméstica, pois não precisarão de um homem para sustentá-la.

Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua (PNAD), realizada pelo IBGE, 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil e em 2018, elas eram 34% das proprietárias do negócio.


Segundo Bianca Vieira, o trabalho feminino, em essência, é desvalorizado no meio empresarial, pois supõe que as mulheres são inadequadas para trabalhar nesse setor. Devido à ideia de que a mulher possui um papel cuidador da casa e dos filhos, há uma premissa preconceituosa de que elas são menos comprometidas com o trabalho e consequentemente poderão causar mais prejuízos do que os homens, pois precisarão faltar ao trabalho ou não poderão prestar horas extras para cuidar dos filhos, leva-los ao médico, dentre outras obrigações. Essa conduta discriminatória praticada pelas empresas é uma das causas que impossibilitam a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.


Segundo o site do Sebrae, existem os seguintes obstáculos que dificultam as mulheres em relação ao empreendedorismo:


1- Discriminação:


Lamentavelmente, a discriminação contra a mulher no mercado de trabalho ainda persiste. Segundo Vitor Torres, as mulheres, embora sejam 52% da população, ocupam posição de destaque em apenas 13% das 500 empresas brasileiras. Segundo Vitor Torres, as mulheres, mesmo com um nível de escolaridade 16% superior, continuam ganhando 22% a menos que os homens empresários. Esse mesmo autor afirma que enquanto 65% dos homens se tornam donos do negócio, apenas 39% das mulheres conseguem chegar a essa fase e consolidar o seu empreendimento.


2- Dupla jornada


Tanto os empresários, quanto a sociedade brasileira, acreditam de forma equivocada que o cuidado dos filhos e a casa é obrigação praticamente exclusiva da mulher. Enquanto houver essa crença, a discriminação continuará. Pelo fato de ainda a mulher possuir essa dupla jornada, empreender para ela é muito mais difícil, já que ela tem de conciliar filhos, casa com o trabalho. Não se deve legitimar a dupla jornada, pois o cuidado com filhos e casa deve ser dividida e equivalente entre o casal. Para que a mulher tenha maior sucesso no empreendedorismo é necessário a gestão eficiente do tempo, com divisão das responsabilidades entre os membros da família.


3- Medo do fracasso


Com a ascensão das redes sociais, sobretudo o Instagram, vê-se perfis de sucesso, onde apenas se mostram êxitos. E com isso vem o medo do fracasso e o medo de errar. E isso também ataca as mulheres,. Aliás, as mulheres são as mais cobradas, pois elas tem que ser excelentes profissionais, mães, esposas, dentre outros. Fracassar faz parte. Ao ver aquele perfil de sucesso, não sabemos os obstáculos e os erros que aquela pessoa cometeu para chegar ao topo.


Além das considerações sobre o empreendedorismo feminino, existem alguns passos importantes que as mulheres empreendedoras devem realizar para empreender:


1- Planejamento de ação.


Segundo o IBGE, a cada dez empresas que abrem no Brasil, seis fecham antes de completar cinco anos de atividade. Para que isso não ocorra é preciso um bom plano de negócios. De acordo com o Blog Lexos, no plano de negócios deverão ser tiradas as principais dúvidas sobre a empresa e seu segmento de atuação. Esse plano de negócios é composto de vários tópicos como a análise de mercado, o controle financeiro, o operacional e as estratégias de marketing.


2- Empreender não é para qualquer um.


Atualmente existem diversos livros de desenvolvimento pessoal e coaches do marketing digital, que vendem receitas de sucesso, afirmando que se você seguir esses passos, inevitavelmente você será bem sucedido. Todavia, isso é equivocado. A sociedade atual possui uma ideia errônea de que qualquer pessoa pode empreender. É preciso levar em consideração a individualidade de cada um. Segundo o Site da Revista Exame é preciso primeiramente refletir sobre suas habilidades e perfil comportamental. Ainda de acordo com o site, é necessário fazer as seguintes perguntas: “Eu realmente identifiquei uma real oportunidade de negócio?” “Qual a minha tolerância ao risco?” “Sou bom em tomar decisões?”


3- Tenha paciência.


Segundo o site Gazeta do povo, não se torna uma empreendedora de sucesso de forma instantânea. É necessário alguns anos de trabalho e nesse período, erros podem acontecer e deverão ser imediatamente corrigidos. Por essa razão, a empreendedora deverá estar convicta do que quer e estar disposta a desempenhar todos os esforços no seu negócio.


4- Todos os êxitos e fracassos serão responsabilidade sua.


Segundo o site Uol meu negócio, quando você se torna empreendedor, sua flexibilidade e liberdade aumentam, mas por outro lado, a responsabilidade também. O empreendedor se torna o responsável pelos fracassos do seu negócio. Todavia, não é para se assustar. Importante lembrar que empreendedores são seres humanos, logo passíveis de erro. Não é trágico errar, mas é necessário aprender com os erros. O principal é entender que pode-se errar, mas deve-se corrigir o erro rapidamente.


5- Você trabalhará mais.


A empreendedora terá mais autonomia e flexibilidade ao trabalhar por conta própria. De acordo com o site Uol meu negócio, a empreendedora trabalhará muito mais do que se fosse empregada de uma empresa. No começo da sua empresa, você terá que praticamente cuidar de todas as áreas como a operacional, finanças, marketing, logística, dentre outros, até ter condições de contratar uma equipe. E ao contratar uma equipe, é a empreendedora que terá de cuidar do processo seletivo. Ou seja, dificilmente a empreendedora trabalhará menos.


6- Encontrar sócios.


De acordo com o site A Gazeta do Povo, afinidade pessoal não é um critério para escolher um sócio. Os sócios precisam ter habilidades necessárias que façam a empresa prosperar. O Blog Lexos afirma que os sócios deverão ter os mesmos valores que você, isto é, aquilo que você acredita e jamais abrirá mão.


7- Conheça o seu público-alvo.


Você precisa ter em mente o seguinte: para quem você quer vender? Segundo o Site da Revista Exame descobrir quem é o seu cliente é primordial para quem quer ter sucesso como empreendedor. Descobrir como ele pensa, o que ele gosta, se ele recomendaria o seu negócio são necessários para o empreendedor ter êxito em seu negócio.


8- Seja diferente.


O mercado é muito competitivo e o que mais se vê são empresários seguindo as mesmas receitas que os demais. Esse medo de sair da zona de conforto não é algo suficiente para a empresa decolar e atrair clientes. Segundo o site do SEBRAE, o empreendedor deverá fazer as seguintes perguntas: “Quais serão os seus diferenciais competitivos?” “O que te faz diferente dos demais?” Ainda de acordo com o mesmo site, não adianta o empresário se achar inovador e não buscar convencer os clientes disso. Se eles não enxergarem o real valor dos seus produtos e serviços, dificilmente seu negócio terá sucesso.


9- Analise a concorrência.


Segundo o Blog Lexos, conhecer a concorrência pode ser uma oportunidade para se diferenciar no mercado. Segundo esse mesmo blog, um processo utilizado é o benchmarking, que consiste na análise de três ou quatro concorrentes do mercado, com o objetivo de aprender com suas falhas e erros. A finalidade do benchmarking é aplicar as experiências das outras empresas na sua, realizando as alterações necessárias. Vale ressaltar que somente a empreendedora sabe o que é melhor para sua empresa. Ele deve pesquisar as concorrentes e assim tomar suas próprias decisões.




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